

Jéssica E Hugo
São como um filme que não envelhece: atravessam o tempo e serão sempre a escolha um do outro, sobretudo em dias de chuva.
Se estão convidados, é porque fazem parte deste clássico.
a história dos 13
Consta, nas lendas das velhas das aldeias, que quando o décimo terceiro dia de um mês calha numa sexta-feira se sente o ligeiro fedor de infortúnio e catástrofe. E até foram vários os episódios que se criaram para fomentar o imaginário medroso dos crentes: desde a ideia de que as chuvas haviam desafiado Noé numa sexta-feira 13, até mesmo à crença que o crucifixo se erguera, igualmente, numa sexta-feira 13. Chegaram a tal ponto que os ainda mais sensÃveis, pelo sim pelo não, se mantinham escondidos durante qualquer dia 13, fosse qual fosse o dia da semana em que calhasse. Cansado das difamações e das calúnias que contradiziam a perfeição adjacente ao enredo da génese, dizem os fictÃcios ateólogos deste século, Deus decidiu opor-se à s fábulas lúgubres e tecer histórias catitas que se associassem a estes dias, com vista a fazer destas sextas-feiras novos dias de louvor. Acreditam também, esses mesmos fictÃcios ateólogos do novo século, que foi neste contexto que a Jéssica conheceu o Hugo, e vice-versa. Houve, de facto, tempos da história do ser humano em que estes dois seres não se conheciam. Viviam separados por mais de 400 km de planÃcies, montanhas, rios, montes, montes e mais montes. Não obstante, se houvesse alguém capaz de olhar a partir de um patamar celeste superior, este alguém seria já capaz de prever que algo de bonito haveria de acontecer entre estes dois. Pareciam partes complementares de um só artefacto divino dividido em dois: enquanto ela, a medo, cantava fados à capela em plena solitude, ele dedilhava na guitarra as canções da Amália Rodrigues para deleite da sua avó. E lá andavam eles, cada qual focado na sua própria marcha vital, quando o mundo pára. Surgiu a tal pandemia que nos obrigou, a todos, a fecharmo-nos em casa e a descobrir novas formas de nos entretermos estando sós. E foi assim que o argumentista principal destes destinos decidiu a forma como estas duas almas se encontrariam – não num encontro poético num jardim de forma labirÃntica, não num ato heroico de qualquer uma das partes, não numa livraria após o subtil toque de dedos durante o alcance de um mesmo livro, não pelo embate de ombros involuntário durante um concerto de nicho, que levaria à interseção duradoura do foco ocular de ambos, nada disto, como seria mais que merecido e, até mesmo, espectável. Foi através do TikTok. Sim. TikTok. Esta é a derradeira prova que os supramencionados ateólogos usam para corroborar a intervenção divina na elaboração de algoritmos digitais. O confinamento arrastava-se nos meses e nos dias até que, numa noite já larga em que a televisão soava de fundo, Hugo permanecia deitado, com os olhos centrados no ecrã do telemóvel que era fustigado por movimentos verticais e repetitivos do polegar que faziam passar de vÃdeo em vÃdeo, sem que a sua atenção se apoderasse realmente de qualquer imagem que dali era projetada, até que surge um breve vÃdeo de uma jovem de cabelo escuro, encaracolado, olhos cor de avelã caramelizada com um centro que irradiava um verde amarelado, como que em honra à s planÃcies do Alentejo. O polegar parou, não quis avançar, como que a obedecer a um mandado superior, e o video manteve-se, em repetição constante, durante alguns minutos. Mas soube-lhe a pouco, queria ouvir mais, ver mais, conhecer mais. E, num ato raro de arrojo poético, enviou-lhe uma mensagem. Ela respondeu. E assim andaram durante um breve par de semanas, a contar histórias e segredos que se contavam aos amigos antigos, mas que a recém-plantada cumplicidade, que parecia também já ser antiga, permitia. Foi numa destas confissões que surgiu a primeira menção à sexta-feira 13, o dia em que a Jéssica nasceu, em janeiro de 1995. Supersticioso de natureza, um verdadeiro amante dos ditos presságios de sorte ou azar, tal facto não o alarmou, pelo contrário! Apenas o fez querer, ainda mais, imergir-se na vida desta gaiata alentejana, de moderno nome Jéssica, e, se necessário, lutar ao lado dela qualquer batalha que surgisse por essa razão. Da pandemia surgiram regras e regrinhas que pretendiam suprimir o ajuntamento de pessoas. Numa primeira fase, fecharam tudo que era estabelecimento, à exceção de igrejas, não fosse um pai-nosso celebrado em piso clérico vir a salvar-nos da doença. Pelo que Jéssica e Hugo combinaram encontrar-se na larga nave abobadada recheada de elementos gótico-manuelinos do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, que ficava a meio caminho. Os planos iam-se traçando até que, dos altos dirigentes governativos, surgiu o normativo que ditava que até mesmo as igrejas deveriam trancar os portões e, como se tal não bastasse à ruÃna dos planos, acrescia agora a proibição de deslocação entre concelhos, mesmo que o motivo dessa deslocação fosse um amor platónico tal que transcendesse o próprio conceito de Platão. Mas ria-se, senhor convidado, se acredita verdadeiramente que tal imposição chegaria para que se atrasasse a colisão destas duas almas antigas, predestinadas a uma paixão castiça e melosa! Hugo entrou no autocarro ao fim da tarde de dia 12 de fevereiro, poucas semanas depois de se apresentar digitalmente, com uma panóplia de desculpas farrapadas no bolso, para a eventualidade de uma abordagem por um agente da segurança a questionar o motivo da viagem. As longas horas que se viveram no autocarro serviram para ponderar o arrependimento, cogitar histórias macabras, idealizar um casamento e 3 filhos, até que atracou no Oriente, já passado da meia-noite – num dia 13, portanto. Na mesma noite, a porta do T0 da Jéssica abriu-se. Olharam-se com afinco, abraçaram-se, e o Hugo, depois de se despedir do condutor de Uber que o trouxera à Pontinha, a quem havia confidenciado que estava prestes a conhecer o inquestionável amor da sua vida, entra porta a dentro, com a ameaça de tão cedo não vir a sair dali. Esse fim de semana foi carregado de momentos de pura e complexa união. Ele finalmente tinha voz para sua guitarra, e ela um manto melódico para a sua voz. Complementavam-se. E se pretende provas do que aqui é dito, veja por si mesmo: um vÃdeo do primeiro fim de semana enquanto amantes para a vida. Durante um mês e meio acreditaram ser viável permanecerem longe um do outro e dependerem dos fins de semana para aclamar ao amor. Mas as despedidas… as despedidas doÃam como lanças farpadas de ponta arredondada feita de aço já enferrujado que trespassava a caixa torácica e embatia no âmago humano. Assim que refeitas as malas, o Hugo voltou a entrar no T0, onde permaneceram os dois, com o melhor amigo de ambos, o Chilli, durante os três anos seguintes. Anos duros, mas bons. Com empregos novos, estudos novos, pernas novas. Mas bons. Mas os poucos metros quadrados do T0 tornaram-se insuficientes para os planos cheios de miudagem, e procuraram novo lar. Foi então que no mesmo dia da escritura deste novo T2, ao inÃcio da noite, cansados de destralhar e arrumar, ainda com os poucos candeeiros a iluminar o piso de madeira recém encerado, Hugo mune o quarto com várias velas e faz soar, do seu telemóvel, a True, dos Spandau Ballet, porque se é para ser lamechas, que se seja no seu máximo potencial. Hugo ajoelha-se, desencanta o anel de ouro e granadas que lhe ficara da sua já eterna avó e pede, com as formalidades necessárias, que Jéssica o acompanhe no resto da sua vida. Isto tudo no dia 13 de agosto de 2024. Aceite o repto, na escolha do melhor dia para casar, em oposição ao aclamado liricista Dom Joaquim Barreiros, mas em linha com as orientações divinas no combate ao negativismo associado à sexta-feira 13, sondaram todos os dias 13 seguintes que calhassem nesse dia da semana. Ao notar que o 13 de novembro de 2026 calharia nesse dia, data em que se festejaria o aniversário do, também já eterno, avô Nunes, o avô materno que sempre fez por mimar e empoderar a Jéssica, a data escolheu-se por si só. Foi certamente um compadrio qualquer que ele arranjou lá cima.
como chegar

A cerimónia, o cocktail, o jantar e a festa decorrerão todos no mesmo local.
Como o casamento será numa sexta-feira, acreditamos que esta seja também uma boa oportunidade para desfrutarem de um fim de semana na região. Por isso, reunimos um conjunto de sugestões de atividades para famílias, casais e grupos de amigos, para que possam aproveitar ao máximo.
a região
Montelavar é uma vila da Região Saloia, situada entre a Serra de Sintra e Mafra.
A poucos quilómetros encontra-se a encantadora vila histórica de Sintra, classificada como Património Mundial pela UNESCO, bem como a imponente Serra de Sintra, uma paisagem natural protegida conhecida pelos seus palácios, jardins e percursos.
Para quem decidir aproveitar a viagem para passar o fim de semana por aqui, não faltam locais para descobrir: os palácios e jardins de Sintra, as praias da costa atlântica e o icónico Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental, eternizado por Luís de Camões como o lugar "onde a terra se acaba e o mar começa".

Lisboa fica a cerca de 40–45 minutos de Montelavar, sendo também uma excelente opção para quem quiser aproveitar a visita para explorar a capital.
Oceanário de Lisboa – Uma das atrações mais populares da cidade, ideal para todas as idades.
Jardim Zoológico de Lisboa – Um clássico para quem viaja com crianças.
Mosteiro dos Jerónimos – Um dos mais importantes monumentos portugueses e Património Mundial da UNESCO.
Torre de Belém – Um dos símbolos de Lisboa, junto ao rio Tejo.
Parque das Nações – Ideal para passear junto ao rio, com jardins, esplanadas, teleférico e diversas atrações.
LX Factory – Um espaço com lojas, livrarias, restaurantes e cafés instalado numa antiga zona industrial.
E, se ao fim do dia vos apetecer desfrutar de um copo de vinho ao som do melhor fado alfacinha, deixamos aqui a sugestão da nossa casa de fados preferida: o Fama d'Alfama.

Entre vilas históricas, palácios, monumentos e paisagens únicas, há muito para descobrir durante o fim de semana. Aqui ficam algumas das nossas sugestões:
Palácio da Pena – Um verdadeiro palácio de conto de fadas que costuma encantar crianças e adultos.
Quinta da Regaleira – Jardins, grutas e túneis misteriosos que convidam à descoberta.
Parque e Palácio de Monserrate – Uma visita tranquila entre jardins exóticos e um palácio singular.
Praia das Maçãs – Ideal para um passeio à beira-mar ou uma refeição com vista para o Atlântico.
Cabo da Roca – O ponto mais ocidental da Europa continental, com uma vista única sobre o Atlântico.
Tapada Nacional de Mafra – Percursos na natureza, onde é possível observar veados, javalis, pirilampos e outras espécies em liberdade.

presentes
Como sempre, já sabem: a vossa presença é o presente mais importante para nós.
Mas... se fizerem mesmo muita questão de contribuir para a nossa lua de mel (ou para os projetos que hão de vir), ficaremos imensamente gratos e prometemos dar às vossas contribuições um excelente destino!
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Titular
Jéssica Caldeira
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OU
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MB Way
Jéssica 965 438 951 / Hugo 934 216 655
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